Vamos e convenhamos. Se fossemos confiar nas profecias Maias, passando pelas “adivinhações” da Mãe Dinah (que, inclusive, não se manifestou desta vez) e chegando à Bíblia, que sempre prevê o fim do mundo, cada versículo em uma época diferente, o mundo já teria acabado diversas vezes, tudo já teria sido extinto diversas vezes, adeus. Na virada do milênio, inclusive, não se falava em outra coisa. Quando as torres gêmeas caíram, mais terrorismo psicológico, como se já não bastasse o feito pela AlQaeda e Osama Bin Laden.
Esses só os que eu vi. Teve também um extraterrestre em Varginha, para deixar todo mundo com medo, fenômenos e fenômenos paranormais daqueles que deixam o ser humano com a pulga (ou o E.T.) atrás da orelha. Mas o fato é: filmes podem retratar a beleza de se sobreviver a desastres naturais como os do tempo da Arca de Noé (não é novidade que o mundo alaga às vezes, visto Santa Catarina e São Paulo nos últimos anos), mas jamais poderão captar a real essência da coisa.
A verdade é que Deus não é vingativo, é justo e perdoa, mas está decepcionado com sua obra “perfeita”. Da inteligência, o homem fez bombas atômicas. De suas mãos, aprendeu a atirar. De suas pernas, a passar uns nos outros para ganhar… Um misto de situações em que o próprio homem se torna o lobo do homem, como já dizia Tomaz Hobbes. Nada criativo, nada moderno, pós-moderno ou contemporâneo. Desde que o mundo é mundo e a história é história, o homem tem tirado proveito da natureza, dos animais e até mesmo uns dos outros para sobreviver, viver e confortavelmente viver. Causar sofrimento alheio em benefício próprio, sem que isso realmente faça diferença. Destruir o mundo, que os homens, sinceramente, não merecem ter.
Pode até ser que não aconteça de o mundo acabar, como visto nas outras tantas profecias, mas não dá para negar que, com as coisas andando como estão, até que o homem merecia. E se todo mundo cansa de sofrer, talvez Deus também canse de se decepcionar. Ou não. Afinal de contas, o livre arbítrio nos foi dado juntamente com a consciência, que, quando pesa, pode até fazer milagres. O problema fica, mesmo, no “quando” em questão. Que venha 2012.